Este app existe por causa de um acervo grande. Trinta anos de fotos e vídeos de família passaram de cem mil arquivos — muito mais do que alguém conseguiria sentar e percorrer. Nesse tamanho uma coleção deixa de ser algo que você folheia e passa a ser algo que precisa ser trazido de volta para você.
É por isso que o projeto começa num lugar incomum para software de fotos: não existe etapa de importação. Você adiciona pastas principais e o app as lê onde estão. Nada é catalogado num banco de dados, nada é copiado para uma biblioteca e nenhum arquivo precisa ser cadastrado antes de poder aparecer.
Manter a varredura rápida em escala
Três ajustes fazem quase todo o trabalho aqui, e acertá-los é a diferença entre uma biblioteca que parece instantânea e uma que parece pesada:
- Adicione pastas principais, não cada álbum aninhado. Uma pasta-mãe com subpastas ativadas cobre uma década inteira; adicionar duzentas pastas de eventos como entradas separadas só dá ao app mais lista para percorrer.
- Ative Include subfolders para que a hierarquia que você já tem faça a organização, em vez de achatá-la dentro da lista de configurações.
- Filtre por tipo de arquivo. Se você guarda RAW, exportações e capturas de tela junto das fotos finalizadas, restringir os tipos ativados corta o conjunto de trabalho antes que qualquer outra coisa precise pensar nisso.
Aleatório ou sequencial em todo o acervo
As duas ordens são suportadas, e nessa escala a escolha importa mais do que com algumas centenas de fotos. Sequencial dá cronologia: uma pasta percorrida em ordem, o que combina com um único evento. Aleatório é o que faz valer a pena apontar um acervo grande para uma tela, porque traz à superfície coisas que você realmente havia esquecido em vez de desfilar pelo que você já lembra.
O aleatório tem uma consequência que vale prever: uma foto que passa pode não voltar por muito tempo. É exatamente por isso que voltar pelo histórico importa nesse tamanho — é a única forma realista de pegar algo que você viu meio segundo tarde demais.
O que acontece com os arquivos que não funcionam
Todo acervo desse tamanho contém arquivos que não podem ser exibidos. Não é um defeito da sua coleção; é aritmética. Em cem mil arquivos acumulados por décadas, entre mudanças de formato, migrações de disco e sincronização na nuvem, uma fração sempre será ilegível. A questão é o que o app faz quando os encontra.
- Arquivos corrompidos — um JPEG truncado por uma cópia que falhou anos atrás.
- Formatos não suportados ou filtrados — incluindo qualquer coisa que você mesmo desativou no filtro de tipos.
- Marcadores somente na nuvem — arquivos do OneDrive ou iCloud que existem como esboços mas nunca foram baixados nesta máquina.
- Caminhos fora das subpastas incluídas — presentes no disco, mas não no conjunto para onde você apontou o app.
Todos esses são pulados para que a reprodução continue em vez de travar no primeiro arquivo ruim. E quando a mídia do usuário realmente não pode ser alcançada, o app mostra imagens de reserva embutidas em vez de parar — uma tela em branco pareceria uma falha, e essa é a conclusão errada a tirar de uma pasta ilegível.
Pastas sincronizadas em escala
É aqui que o problema dos marcadores morde mais forte. Se boa parte do seu acervo vive numa pasta sincronizada do Drive, OneDrive ou Dropbox configurada para economizar espaço, a maioria do que está no disco pode ser esboço e não arquivo — e será pulada. Marque essas pastas como sempre disponíveis off-line para que arquivos reais estejam presentes. As perguntas sobre backup na nuvem cobrem isso, e fazer backup de um acervo insubstituível vale a pena de qualquer forma.
Achar uma foto de novo depois
Com cem mil arquivos, "em que pasta estava aquilo?" é uma pergunta real e não retórica. As sobreposições de nome opcionais colocam na tela o caminho completo, o relativo ou só o nome do arquivo, então uma foto que chama sua atenção pode ser localizada no disco um minuto depois em vez de virar algo que você meio que lembra de ter visto.
A estrutura continua importando
O app não reorganiza seus arquivos, então como eles estão arrumados é como serão mostrados. Isso pesa principalmente nos layouts de colagem, que colocam várias fotos lado a lado e portanto sugerem que elas pertencem juntas — a opção de colagem da mesma pasta mais subpastas temáticas é o que mantém essa sugestão verdadeira. O guia de organização de pastas mostra a estrutura que aguenta escala.
Se algo parecer errado num acervo grande, abra Configurações → Log antes de supor o pior — no Windows o arquivo fica em %TEMP%\MemoryScreenSaverPlus.log e no Mac em ~/Library/Logs. Nada é enviado automaticamente; para um relato de bug, cole as últimas 30–50 linhas no formulário de contato.
Sem índice, sem upload, sem conta
Não há serviço de indexação em segundo plano, nem análise na nuvem, nem nada enviado para lugar algum. Cem mil fotografias pessoais são exatamente o tipo de coisa que não deveria ser enviada para ninguém, inclusive o autor deste app — então não é. Depois da instalação ele funciona totalmente offline, além de uma verificação opcional de novas versões.
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